5 pontos sobre a linguagem da DEPRESSÃO

Kurt Cobain, músico que suicidou-se em 1994.

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1. O ESTUDO

Não é de hoje que as técnicas ultramodernas de aprendizagem de máquina, que é um dos princípios da inteligência artificial vêm sendo usadas na saúde. E em um campo bem específico ela pode trazer avanços bem rápidos: o combate à depressão. Um trabalho desenvolvido pelo doutorando em Psicologia Mohammed Al-Mosaiwi usou a capacidade de supercomputadores de processar e avaliar a linguagem escrita para identificar padrões de uso de linguagem em depressivos.

2. AS PALAVRAS

Para o cientista, há duas formas de analisar se o que uma pessoa escreve mostra que ela está com depressão ou não. A primeira é o que chama de “conteúdo”. Nesse caso, ele descobriu que quem tem algum problema de saúde mental usa, claro, palavras que trazem sentimentos negativos (“solitário”, “triste”, ou “infeliz”), mas também abusam dos pronomes em primeira pessoa (“eu”, por exemplo) em detrimento dos pronomes em segunda e terceira pessoas. Al-Moisaiwi diz que isso é por estas pessoas estarem muito centradas em si e isoladas socialmente.

3. A INTENSIDADE

A segunda forma de análise é o estilo. O cientista apontou que depressivos usam palavras com algum senso extremo, como “sempre”, “nunca” e “completamente”.


4. A FONTE

Para chegar a estas palavras, o pesquisador fez uma varredura em diversos fóruns de pessoas com problemas mentais, ansiosos e potenciais suicidas. Além disso analisou cartas escritas por Kurt Cobain (Nirvana), músico norte-americano que cometeu suicídio em 1994.

5. O USO

Com essa análise de linguagem, uma pessoa com depressão poderá ser diagnosticada de forma mais fácil. Segundo o cientista, a análise das máquinas já pode estar chegando a níveis que se equiparam ao de profissionais humanos.

Ele visualiza um futuro em que algorítimos ainda mais desenvolvidos darão conta do recado – e aí caberá ao humano ajudar a curar o doente.

Fonte: Independent / Gazeta do Povo (impresso semanal)

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