Calor humano é usado para aquecer prédio

Quem já andou de ônibus ou metrô em horário de pico sabe: muita gente espremida em um mesmo espaço gera calor. Seja no verão brasileiro ou no inverno sueco. A diferença é que lá o sufoco virou experimento científico que já foi colocado em prática.

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Na estação de trem central de Estocolmo, capital do país, o calor gerado pelos 250 mil passageiros diários abastece o sistema de aquecimento de um edifício de escritórios que fica do outro lado da rua.

O mecanismo é muito simples. ao regular a temperatura da estação, o ar condicionado absorve o calor do ambiente. “O sistema de refigeração funciona como uma geladeira doméstica”, diz Klas Johansson, diretor da divisão de meio ambiente da Jernhusen, empresa de estratégias para as estações de trem. Por isso, ao produzir ar frio, o aparelho gera também calor, que normalmente é descartado. Nesse caso, porém esse calor produzido é enviado por tubulações ao edifício da frente. Ali, ele encontra o sistema de aquecimento central, que por sua vez, envia a água fria que descartaria de volta à estação, para esfriamento dos aparelhos de ar-condicionado. Um ciclo completo que gera economia. “A expectativa é uma redução de 25% no gasto de energia do edifício este ano”, diz Johansson. Se na gélida Estocolmo os passageiros conseguem aquecer um prédio inteiro, imagine no horário de pico do metrô paulistano.

 

Ilustração: Daniel das Neves
Texto: Margarida Telles
Fonte: Revista Galileu Março 2011

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