Fim da neutralidade: A internet levou um tiro no peito. Vai sobreviver, mas não será a mesma.

Por Bruno Garattoni (Revista Super 01/2018)

Como você talvez saiba, a Federal Communications Commission, a Anatel dos EUA, decidiu acabar com a chamada “neutralidade da rede”: princípio que obrigava os provedores de internet a tratarem igualmente todos os dados, sem poder discriminar ou privilegiar nada do que passa por suas redes. Os deputados e senadores americanos, que trabalharam a favor da medida, receberam mais de US$ 100 milhões em doações das empresas de telecomunicações, as grandes beneficiadas dessa história (não é só no Brasil, veja você, que corporações compram as graças dos políticos). O fim da neutralidade é a maior mudança da história da internet – que, ao longo dos próximos anos, poderá se transformar em algo radicalmente diferente. E não para melhor.

Porque, a partir de agora, as telecoms passam a ser donas da internet. Elas decidem o que cada pessoa poderá acessar, como e quantas vezes fará isso. E, ao exercer esse poder, controlam o destino da rede. Suponha, por exemplo, que você tenha uma cota de dados para usar durante o mês – como já acontece nos planos de celular, e as telecoms desejam fazer com a banda larga fixa. Só que determinados sites e apps não contam, ou seja, você pode usá-los à vontade sem descontar da sua franquia de dados. De quebra, eles abrem muito mais rápido. É lógico que você irá acessar esses sites e apps, e não outros. E isso tem uma consequência econômica óbvia. As empresas de internet que fizerem acordos com as telecoms, pagando o que elas pedirem (e obedecendo às condições que elas impuserem), irão prosperar; as outras, definhar e sumir.

Mas que mal tem isso?, você pode perguntar.

Afinal, vivemos no capitalismo, e as telecoms têm direito de cobrar pelo uso das suas redes, nas quais investiram dezenas de bilhões de dólares. Gigantes como Google, Facebook, Amazon e Netflix têm dinheiro de sobra para pagar. Do outro lado, os usuários que quiserem adquirir novos tipos de acesso à internet (como uma conexão que priorize a velocidade dos vídeos, por exemplo) terão acesso a eles. E assim, pela magia da liberdade econômica, a inovação florescerá e todos sairão ganhando.

Na prática, não será bem assim. Por um motivo simples: o setor de telecomunicações é naturalmente concentrado. Quantas empresas oferecem banda larga na sua rua? Uma, duas, provavelmente no máximo três. Com o celular acontece a mesma coisa, não? É assim porque os investimentos necessários para construir as redes são muito altos, e porque a própria infraestrutura limita o número de players (o espectro eletromagnético só comporta um determinado número de operadoras; os postes das ruas, certa quantidade de cabos). Com poucas empresas competindo, cada uma se torna desproporcionalmente poderosa. Foi por isso que, no começo de 2015, os EUA criaram regras para garantir a neutralidade da rede – um ano depois do Brasil, que em 2014 fizera o mesmo ao aprovar o Marco Civil da Internet. A legislação americana acaba de cair; a do Brasil, bem como a de outros países, deve seguir o mesmo caminho.

E a tendência, como em todos os setores econômicos, é que a concentração aumente. Sabe quando você vê, no noticiário, que duas grandes empresas se fundiram ou uma comprou a outra? Só no ano passado, foram mais de 7.000 fusões e aquisições entre grandes empresas, com valor combinado de US$ 2,4 trilhões. É provável que, daqui a alguns anos, existam ainda menos empresas de telecomunicações do que hoje – e as que sobrarem sejam ainda maiores.

Google, Facebook, Amazon e Netflix vão fazer acordos com as novas donas da internet. Uns se conformarão em ter menos lucro, outros repassarão o gasto aos usuários (nós). Mas continuarão funcionando, talvez até melhor. O problema é que, daí para a frente, qualquer aplicativo, site ou serviço que for inventado estará imediatamente em desvantagem – porque seus criadores não conseguirão dar tanto dinheiro às telecoms quanto os quatro gigantes. E as pessoas não conseguirão acessar, e usar, aquele app ou site da mesma forma.

Para as startups, a única maneira de sobreviver e ter sucesso será se aliar a um dos quatro. O tráfego (e o faturamento) da rede, que nos últimos anos já foi ficando altamente concentrado, será mais concentrado ainda. Num segundo momento, as telecoms começarão a absorver os próprios produtores de conteúdo, como sites e empresas jornalísticas, num processo de hiperconsolidação (que já está começando nos EUA). Medidas que hoje soam absurdas, como vetar acesso a certas coisas ou restringir a navegação a pacotes de conteúdo, como numa assinatura de tv a cabo, se tornarão plausíveis. Algum tempo depois, serão a norma.

E a internet, que foi projetada para ser imune a qualquer tentativa de controle, terminará nas mãos de meia dúzia de empresas. A rede global descentralizada e indestrutível, criada para resistir até a uma guerra nuclear, terá sucumbido a algo mais prosaico: o desarranjo nas relações entre a política, o dinheiro e o poder.

mafagafo após o banho

O que é um Mafagafo?

Mafagafos não existem – nem no dicionário, nem no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, produzido pela academia Brasileira de Letras ( ABL). Só servem mesmo como brincadeira de trava-língua – a mesma que os mamonas Assassinas parodiaram em “Uma Arlinda Mulher”.

Como os versos mencionam “ninhos de mafagafinhos”, criouse a ideia de que eles fossem pássaros. naminha cabeça, agora, ficam essas aves imaginárias sibilando “quem amafagafar os mafagafinhos bom amafagafigador será”…

Thor Ragnarok Smile

Por que filmes da Marvel estreiam no Brasil antes do resto do mundo?

NÃO É SEMPRE ASSIM, mas para aumentar a bilheteria no Brasil, alguns estúdios antecipam o lançamento para os feriados de abril e maio.

E tem outra: o Brasil é um dos paiíses que mais baixam filmes ilegalmente. Por isso, estrear antes por aqui diminui as perdas de bilheteria para gravações feitas em salas de outros países.

Calendário de lançamento de alguns títulos da Marvel

  • Adiantado – Thor: Ragnarok e Capitão América: Guerra Civil
    • Estrearam no Brasil oito dias antes que nos Estados Unidos;
  • Sincronizado – O incrível Hulk
    • É o único que chegou por aqui na mesma data que nos EUA: 12/07/2008;
  • Atrasado – Capitão América: O Primeiro Vingador
    • Estreou uma semana depois que no resto do mundo.

E você, costuma baixar os “filmes cabritos” antes de serem lançados no cinema (e depois se arrepender de ter assistido com uma qualidade de m—-)?

Supercomentado.

Fonte: Revista Superinteressante ed 383

coração com as mãoes

Quem inventou o símbolo ♥ ?

FOI A NATUREZA!

O ser humano só copiou a ideia das plantas. A origem são as folhas da videira, usadas como ornamento há 5 mil anos.

Os primeiros registros desse simbolismo estão em pinturas do deus Dionísio em cenas eróticas ou simbolizando o amor eterno em túmulos da Grécia e Roma antigas.

O signo posteriormente foi adotado pelo cristianismo, que identificava a videira como metáfora para jesus. mas o formato passou a ser como conhecemos hoje e a representar o coração apenas na Idade Média, quando os ilustradores dos monastérios, inspirados nas ornamentações antigas, pintaram as folhas de vermelho em cenas de amor.

Agora a idéia de fazer o símbolo com as mãos, deve ser coisa de alguma dupla sertaneja…

Supercomentado!

Episódio piloto - Game of Trhones

Por que o primeiro episódio de uma série de tv se chama “piloto”?

Há pelo menos três teorias.

De acordo com o Online Etymology Dictionary, o termo é aplicado desde 1920 para significar “servir como um protótipo”, como é o caso da expressão “programa piloto” para designar uma tecnologia emergente.

Há também registros em que a palavra significa “guiar”. Por exemplo, na madeira, existe uma técnica de perfuração de “buracos piloto”, que guiam os parafusos em linha reta e impedem que a madeira se divida.

Outra explicação é a de que o termo seja derivado da expressão “pilot light” (chama-piloto) dos fogões. Nesse sentido, um episódio piloto é como uma pequena chama usada para iniciar um fogo maior.

Nada tão espantoso ou esclarecedor como dizer que o “piloto” é um teste para medir a audiência antes de colocar todo o resto para rodar.

Supercomentado.

Fonte: Revista Superinteressante ed383

conceito kombi eletrica 1

Conheça a nova Kombi conceito elétrica

Há pouco tempo atrás a Volkswagen apresentou ao mundo o projeto do novo conceito da Kombi, a famosa e nostálgica van da marca. Continue reading →

Foto de geada 5

52 belas fotos de geada

Tecnicamente a Geada é a formação de uma camada de cristais de gelo na superfície ou na folhagem exposta devido à queda de temperatura. A principal causa da formação de geada é a advecção de massa de ar polar. Continue reading →

foto de incêndio

É fogo: 14 fotos de incêndios e gente tentando apagá-los

O fogo é sem dúvida uma das mais antigas descobertas do homem. Fazer fogo não é muito difícil, mas se ele estiver no lugar errado e na hora errada pode ser impossível controlá-lo. Prova disso são as fotos que você vai conferir neste post. Continue reading →

Anfiteatro: 11 fotos da universidade de Sorbone, em Paris

Na antiguidade romana, um anfiteatro era um grande edifício circular ou oval que, no interior, dispunha de degraus que serviam de assento, em torno de uma arena onde eram realizados espetáculos públicos, combates de gladiadores ou feras, representações dramáticas e jogos.

Atualmente entende-se que um anfiteatro pode ser uma sala ou espaço, ao ar livre ou não, circular, oval ou semicircular, com arquibancadas e palco, estrado ou arena, us. para encenações teatrais, aulas, palestras etc.

Depois de muitas viagens realizadas nos Estados Unidos e Islândia , o fotógrafo francês Ludwig Favre retornou à sua terra natal. Ele finalizou recentemente um ensaio fotográfico em Paris, na universidade de Sorbonne. A idéia do ensaio foi revelar a calma e a beleza de anfiteatros vazios.

A universidade Paris-Sorbonne é uma universidade francesa especializada em letras, artes e ciências humanas. Nas fotos não há professores ou alunos presentes, apenas o silêncio.

Supercomentado!

Desenhos com Café: os monstros de Stefan Hingûkk

Apesar de gostar muito de arte, desenho em papel, etc, o café pra mim serve principalmente – ou apenas – para beber. Mas tem gente que tem outras prioridades com ele, e preferem rabiscar e olhar ao invés de “tomar”. Continue reading →